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Seg 15 Ago 2016

Padronização vai para a gaveta em movimento de individualização nos hotéis da Accor

 Patrick Mendes, CEO da Accor na América do Sul (foto: arquivo HN / Filip Calixto)

Trunfo da hotelaria de rede, a uniformidade ou padronização, que orienta as práticas de estabelecimentos com a mesma marca, parece ter os dias contados. Pelo menos dentro do portfólio de hotéis da Accor, que tem propriedades distribuídas pelo mundo. Aparentemente atenta ao clamor de seu público, a rede francesa resolveu rearranjar seu conceito de trabalho e engavetar o padrão rígido e idêntico para suas bandeiras implementando um processo de 'despadronização' que, paulatinamente, deve chegar a totalidade de seus empreendimentos.

Tal mudança de postura não foi desencadeada à toa. A medida tem como base uma demanda popular, que pede experiências particulares de cada hotel, individualizando a oferta hoteleira assim como são os clientes atendidos por esse mercado.

O reajuste da Accor começou por uma determinação da matriz, na França, mas tomou corpo e velocidade na América do Sul, sob a batuta de Patrick Mendes, CEO para o continente, que há cerca de um ano começou a idealizar a manobra com a sua chegada ao cargo. "Cada hotel tem que ser diferente e proporcionar experiências diferentes", define. 

No raciocínio de Mendes, é impreterível que a padronização exista em aspectos básicos como segurança e alguns detalhes de atendimento, mas não vá além disso. De acordo com ele, a necessidade da hotelaria é que cada empreendimento entregue sensações distintas entre si tornando os produtos únicos, pois é isso que o cliente deseja.

A ideia é que, sobretudo, as áreas sociais desses hotéis exibam as caracteríticas peculiares a cada unidade. Mas os quartos, corredores e demais dependências também podem ser encaixados no projeto, que vale para todas as marcas, das econômicas ao que houver de mais luxuoso dentro da empresa. 

Evidentemente o plano faz mais sentido para hotéis novos e que ainda não saíram do papel. No entanto, o cronograma já está valendo aos empreendimentos que estão em funcionamento e aí os gerentes gerais de cada unidade ganham autonomia para trabalhar da maneira que fizer mais sentido a seu hotel, com a supervisão de gestores regionais e com acesso a um conjunto de designers que trabalham ativamente com a AccorHotels para diversas bandeiras.

"Acredito que seja uma maneira de ouvir o cliente que não quer mais uma experiência igual ao que já viveu num outro lugar. Tirar o padrão desses hotéis é inovar nos detalhes, no design", comenta Mendes reforçando a característica estética que a hotelaria exige de seus participantes. 

Outro ponto ainda pouco falado pela rede, mas que caminha nesse sentido, de dar ouvidos ao cliente, está na criação de quartos compartilhados em unidades ibis. De acordo com o CEO, é possível que alguns hotéis pelo Brasil comecem a receber intervenções para quartos que possam ser divididos, tal qual o recém-aberto ibis budget Rio de Janeiro Centro, na capital fluminense.

Medida revela tendência de mercado
O esforço da rede francesa nessa missão não é um pensamento individual. Não são poucos os fóruns, palestras ou debates que colocam na berlinda o tempo da padronização, apontando a chegada de uma nova geração de clientes, mais ligados ao conceito de experiência, como o gatilho para a transformação.

Numa conversa com Paulo Salvador, que durante alguns anos atuou como executivo Accor, ele apontou para esse sentido. 
"O desafio das redes é transformar essa capacidade de produzir hotelaria em escala industrial em produtos que ofereçam experiências únicas".

Serviço
www.accorhotels.com

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