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Seg 11 Jul 2016

Redes hoteleiras norte-americanas olham para Cuba e dão de cara com Airbnb

O Airbnb começou a oferecer quartos em Cuba em abril de 2015 (foto: Pixabay/Unsplash)

Enquanto a Starwood Hotel & Resorts se torna a primeira rede hoteleira norte-americana a abrir um empreendimento em Cuba e, enquanto a Marriott dá continuidade a um projeto de mesma finalidade, o Airbnb vem se mostrando cada vez mais apto a se consolidar como alternativa de hospedagem na região.

Cuba está na mira de diversas empresas hoteleiras com sede nos Estados Unidos, ainda assim, as incógnitas relacionadas às políticas comerciais com o país caribenho, bem como os limites do embargo econômico, são fatores que freiam esse movimento. Em contrapartida aos pequenos passos dados pelos hotéis, o Airbnb avança fortemente na região se colocando como mais um obstáculo para redes hoteleiras que apostam no destino.

De acordo com reportagem do portal Nola, a plataforma de compartilhamento de casas, que calmamente chegou em Cuba na primavera de 2015, estabeleceu um reduto naquele país, quadruplicando a sua presença a partir de 1 mil listas para mais de quatro mil em pouco mais de um ano. Com isso o país está na posição de mercado com crescimento mais rápido na história de oito anos da Airbnb - dados pertencem do porta-voz da empresa.

"O cenário típico tem sido o oposto, as empresas hoteleiras se estabelecem nos destinos e então o Airbnb vem depois", disse Sean Hennessey, executivo-chefe de hospedagens Advisors - uma empresa de análise de mercado em Nova York . "Em Cuba, a empresa tem a vantagem de ser a primeira".

Por ser um serviço online, o Airbnb não enfrenta muitas barreiras burocráticas para se firmar, podendo se mover rapidamente. O site começou a oferecer quartos em Cuba em abril de 2015, quatro meses depois do presidente Barack Obama anunciar que empresas poderiam começar a fazer negócios lá. Levou quase um ano para a Starwood anunciar que tinha recebido o sinal verde do Departamento do Tesouro para gerir hotéis em Havana. 

Conforme as autoridades cubanas, espaço para novos hotéis e opções de hospedagem não faltam no destino, especialmente se os Estados Unidos facilitarem ainda mais a entrada de norte-americanos. De acordo com estatísticas do governo, Cuba teve 3,5 milhões de visitantes no ano passado e conta, atualmente, com 62,9 mil quartos de hotel, muitos dos quais estão em condições precárias.

Contudo, uma série de obstáculos permanecem obstruindo a interação entre os dois países, incluindo o embargo comercial e as restrições de viagens pelos Estados Unidos. Além disso, há preocupações sobre a infraestrutura, incluindo o acesso a voos, materiais de construção e capacidade de importar alimentos e bebidas, conforme apontado por David Loeb, analista de hospedagem para Robert W. Baird & Co.

"O consenso geral é que esta é uma grande oportunidade para hotéis - mas nenhum dos proprietários dos EUA estão particularmente ansiosos para ir", aponta Loeb. "Eles certamente prefeririam ver alguém fazer o trabalho difícil de obter uma propriedade já construída e convertê-la em algo rentável. Eles preferem esperar até que se possa de fato ter resultados efetivos."

No caso da Airbnb, a empresa foi capaz se beneficiar de um programa estatal existente, chamado Casas Particulares, que Cuba estabeleceu no final de 1990 como uma maneira de ajudar seus moradores a ganharem dinheiro extra. Quando o Airbnb decidiu expandir para solo cubano, encontrou uma rede já feita de proprietários licenciados e dispostos a se comprometer com a indústria de hospedagem.

Serviço
www.airbnb.com.br
www.visitcuba.com/

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