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Seg 31 Out 2016

Autonomia para decisões é chave para "despadronização" de experiência em unidades Accor

Phillipe Trapp defende a individualidade de experiência na hotelaria (foto: Filip Calixto)

"Não é apenas Alimentos e Bebidas. É parte de um modelo de negócios que busca a 'despadronização' de uma oferta para o nascimeno de uma experiência particular a cada hotel". Com essa definição, Phillippe Trapp, diretor das bandeiras de categoria Luxo da francesa Accor para a América Latina, vaticina para a tentativa da empresa de tornar cada hospedagem uma peculiar vivência que leva em consideração a bandeira e o lugar onde está o hotel. De acordo com o executivo, o setor de AeB tem papel fundamental nessa questão e goza de autonomia para desenvolver iniciativas diversas, mas sempre respeitando a marca e a categoria a qual pertence a unidade.

Quando chama a atenção para o departamento de Alimentos e Bebidas, Trapp - que falou durante um fórum realizado hoje (31), em São Paulo - refere-se ao nicho responsável por gerar 30% da receita dos hotéis da rede, levando em conta uma média global, e área que emprega mais de quatro mil funcionários pela América Latina. Diante de tais números não há como negar a importância que os restaurantes, bares, serviços de room service e de eventos ganharam na operação da companhia. Para além dos dados, a alimentação também pode servir como ferramenta de apresentação de uma região ou de socialização numa realidade onde hóspedes buscam utilizar mais os espaços comuns de hotéis.

O diretor faz ainda uma ressalva complementar elucidando a mudança de comportamento trazida com uma nova realidade mundial que afetou também o cenário de viagens mundo afora.

"Hoje o cliente não fica 12 horas no quartos. Esses passaram a ser um ponto de apoio", teoriza. "Vivemos uma realidade de economia compartilhada, na qual você tenta ficar com as pessoas e aí entramos, na tentativa de criar a experiência, nos ambientes. Hoje, todas as plataformas sociais, de ideias, de troca de informações, tudo isso, cada dia mais, forma uma tendência de comportamento que nós precisamos preparar e valorizar. É o contrário do que fizemos antes".

Para ele, no novo contorno dos comportamentos de hóspedes cresce a iportância de cardápios abertos, de festivais mostrando diferentes pratos e bares que cumpram o papel de instumento socializador. 

Mais um ponto citado por Trapp é o entendimento que pelo mesmo hotel passam variados públicos ao longo da semana e também nisso o AeB precisa de moldar. "Não dá para ter o mesmo café da manhã a semana toda sabendo que o público do final de semana é diferente do que está lá de segunda à sexta-feira. O hotel precisa exercitar essa flexibilidade para criar opções ideais para cada um desses clientes", afirma. "Precisamos ouvir mais o clinte e saber o que ele pensa e quer. Quem tem esa resposta é funcionário que fala com ele". 

Medida de "despadronização"
O termo citado pelo diretor das bandeiras de categoria Luxo faz coro com recente ideia exposta por Patrick Mendes, CEO da organização na América do Sul. Também nessa linha, Mendes assegurou mudança de postura para enfrentar o cotidiano contemporâneo das viagens que podem situações particulares e experiências exclusivas.

Serviço
accorhotels.com

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